terça-feira, 6 de outubro de 2009

KT Tunstall - I Want You Back (Jackson 5 cover)


Abaixo, segue o original. Diga-se de passagem, ambas versões muito boas. Estou à espera do lancamento do filme, This is IT. MK está magnífico, vi algumas cenas. Se o cara não morresse, iríamos vê-lo em uma mega turnê de cair os queixos. Mas, é isto. Faz parte da indústria, uns se vão e outros ficam aqui lamentando esta vida. Suplicando um mundo melhor prum Deus de mentirinha. Não existe mundo melhor, a gente cria fantasias. Basta olhar a evolução, vivemos num mundo ao qual plantamos, cultivamos e colhemos nossos frutos. A violência, a pobreza, sempre irão existir. Talvez, a única coisa que pode mudar e a mentalidade das pessoas. Hitler queria formar uma raça pura. Por nossa sorte, que tudo acabou. E por nossa sorte, que os xiitas estão longes. Pelo menos de mim. Não suporto xenofobismos, radicalismos, extremismos, exageros filosóficos, religiosos, tudo ao excesso. Talvez, MJ não suportou os excessos deste mundo, os excessos de cobranças, e talvez, evaporou-se. Como um dia todos nós iremos sucumbir-nos desta vida. Não tenho certeza para onde os mortos vão. Ainda penso que é para debaixo da terra. Comidos pelos vermes. A única coisa que restará é a lembrança. E nada mais. Aqui se planta, aqui se colhe. Depois que morre, não acredito que exista vida. Não pode existir. Talvez, somente energias. Já acreditei em espíritos. Mas as vezes sentimos uma solidão tão profunda que afastam quaisquer espectativas. O homem nasceu para viver só, criou suas tribos, evoluiu para civilizações, com regras, leis, costumes, estados de poderes, religiões. O homem se sofisticou, modernizou, mas ainda não sabe muita coisa do além. Ou não sabe quase nada. Como eu não sei quase nada e menos um pouco que qualquer um que sabe um pouco mais, prefiro caminhar para o niilismo, para a cegueira, como Saramago e seu Ensaio e isolar-me numa ilha. Contudo, não bastaria, porque como disse Platão, somos inquietos, não estamos satisfeitos, e estaremos eternamente fadados ao questionamento de quem é o nosso criador e para onde iremos um dia. Só restam estas perguntas e sempre sem respostas. Esperanças são apenas consolos, a vida é dura. Requer disciplina, força e batalha. O resto são aventuras, sonhos, fantasias. E tudo é passageiro. "I Want You Back".


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Para Duncan --> Leilão Beneficente.

LEILÃO BENEFICENTE

Leilão: 05 de outubro de 2009, 21h
Visitação: de 02 a 04 de outubro
das 11 às 20h
Local: Rua Oscar Freire, 379 – loja 01, São Paulo - SP, Brasil
Tels: (11) 3062-2333 e 3063-4412
(Manobristas no local)


Participação dos artistas
Adriana Aranha, André Komatsu, Angelo Venosa, Anna Maria Maiolino, Antonio Dias, Artur Barrio, Artur Lescher, Barrão, Beatriz Milhazes, Bob Wolfenson, Cabelo, Caio Reisewitz, Carlito Carvalhosa, Cildo Meireles, Daniel Senise, Detanico & Lain, Ding Musa, Eduardo Muylaert, Emmanuel Nassar, Ernesto Neto, Evandro Carlos Jardim, Fabio Morais, Jac Leirner, José Damasceno, Leda Catunda, Lenora de Barros, Leya Mira Brander, Luiz Zerbini, Márcia Xavier, Marco Veloso, Marcos Chaves, Maurício Ianês, Miguel Rio Branco, Mira Schendel, Mônica Nador, Nuno Ramos, Paulo Climachauska, Paulo Pasta, Raul Mourão, Renata Lucas, Regina Silveira, Ricardo van Steen, Rivane Neuenschwander, Tatiana Blass, Thiago Rocha Pitta, Tunga e Vik Muniz.



Agradeço pelo convite recebido, de maneira que divulgo aos interessados. Eis uma ação nobre para ajuda ao tratamento do amigo que busca recuperação. Força e coragem para uma vida melhor.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Paolo Nutini --> una promessa del Rock.

Digo, não conheço a Itália. Apesar de ser neto de italianos e com árdua tarefa para iniciar a leitura de um livro novo que comprei : "a rainha albemarle ou o último turista" do Sartre, sobre suas andanças siguezagueando pela sua amada Italia. Eu sempre fuço coisas da Italia. Sendo um País e cultura donde se pode explorar histórias, assuntos, sem nunca acabar. Ainda assim, de uma elegância. Quanto a música idem. O rapaz da foto acima tem apenas 22 anos. É cantor. Musicalmente, sofisticado. E daí ? Ele está em estúdio com o produtor do ColdPlay. Está bom assim ? Vamos por partes. Quando ouvi a música Candy, tive uma amostra da potência e genialidade tanto da vóz deste jovem quanto de seu talento nato. Poderia cantar naturalmente em Italiano, mas escolheu Inglês (pelo fato de ter vivido na Inglaterra com teus Pais). Na primeira audição, imaginei estar ouvindo algum cantor antigo de soul, com aquelas características todas do folk, blues e do jazz. A sua banda, somada à toda ambiência, daquela vóz rouca, digo, lixada, meio Tom Waitts, um tanto Louis Armstrong, já deu para convenser de que estava diante de um talento e que em breve irá alcançar grandes massas. Eu não duvido do poder, da criatividade, do talento e da elegância do povo italiano. Considerando este fator, creio que a formação tenha a ver com as influências que forjaram o estilo dele. O rock apresentado no primeiro disco pode até dar margem para a fase setentista, aquele som meio hippie e que hoje está tão na moda. E até soa meio cult, podendo dizer despretencioso. O fato é que o som "caipira" americano tornou-se moderno por bandas como The Killers, Kings Of Leon que estão em cena. Antes, precisou vir a tona uma bomba atômica chamada Elvis Presley com seu rock regado a blues. E vieram vários outros. Não tiro mérito de ninguém. Apenas, creio no talento e no potencial de Paolo. E muitos outros jovens. Neste caso, é um sangue novo, que tem tudo para dar um upgrade no contexto geral - quase sempre arroz com feijão. Tipo programa musical de televisão, vídeo-clipes chatos e repetitivos, vitrines que mais parecem aqueles magazines. Entre um rebolado samba-pop-tecno suingue-sangue-bom e um rock dosado a distorção, acho que vou preferir a segunda opção, com direito a uisque e gelo. Por se tratar de Itália, dá um desconto né ... Mas o som garanto, é bom. Confiram na passagem abaixo.
Sunny Side Up


Candy

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Glory Box - Portishead

Maria Martins


O Impossível (III)
Tem uma bela biografia sobre Maria Martins, importante escultora (pode-se dizer surrealista. apesar de influências barrocas e outras) que nasceu no sul de Minas Gerais e morreu no Rio de Janeiro, em 1973. Eu nasci em 1973, então, jamais poderia ter conhecido Maria Martins em vida. No entanto, a história dela é fantástica. Sem sombra de dúvidas, sua arte ainda mais. Poucas as mulheres que em sua época tiveram tanta ousadia, sofisticação, elegância, poder e talento como Maria. Eis uma biografia inspirável, destes livros que lemos e ainda queremos compartilhar, participar, vivenciar o que foi tudo aquilo e o que era sua arte. O que mais chamou minha atenção foi mais do que o erotismo em si, mas todo mistério, as sombras, o outro lado de cada ser representado pelas esculturas, seus significados, suas técnicas. Um verdadeiro enígma, um passeio aos mistérios indígenas, as coisas da natureza, as criaturas, as fraquezas humanas, ao belo e ao sublime, toda sedução. Sua obra é algo grandioso e opulento, que brilha além dos olhos e tocando a alma.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009


É difícil explicar a dicotomia das coisas, o mundo perplexo diante da última notícia da semana. Sim, o índice Downjones de 11/09/2009 foi exatamente igual ao índice de 11/09/2001. E nada mudou. Coincidência ou não. Fenômeno, as pessoas estão correndo mais. Cooper que nada, a moda é ultramaratona. Talvez, que seja modismo. The Face North, a face norte das montanhas geladas, dizem ser o lado mais sombrio, mais difícil. Chega uma nova marca no Brasil. E a nova "bolha" chama-se "TI Verde". Tem até máquina com caixa de bambú. Exatamente, computadores tornaram-se mais econômicos. E o preço ainda lá no teto. E um amigo meu chegou hoje com um iPhone pirata, made in China. Tem tudo igual, menos o software, claro. Mas a "box" é idêntica. Somente o logo que é um pouco tosco. Se o cinema fosse tão perfeito quanto a vida. Contudo, é de mentirinhas que gostamos de viver. Uns dizem desafios e que alguns precisam deles para continuar a jornada. Outros, precisam apenas de algum antídoto anti-monotonia. Criam as guerras, criam os passeios no parque, inventam modismos, mentirinhas, estorinhas, e a novela continua na TV. É tudo tão bonitinho. Tudo fake minha gente. O fato é que todo mundo nasce, cresce e morre. E as novelas continuam lá, globalizando cada vez mais. Falabela falou no programa da Gabi que existe uma nova classe artística : os "artistas da TV". Se é bom ou ruim, não ficou claro. O que sei é que os salários são poupudos. Tem até revistas cotando e divulgando salários de todo mundo. Agora meio que virou obrigação revelar tudo. Se não, o que explicaria os esbanjamentos em roupas e acessórios da tal classe da TV ? Aliás, qual a diferença entre um ator de teatro e outro da TV ? Se não, as possibilidades financeiras ? Apesar que dá pra medir o grau de conhecimento cultural. E isto é outro papo. E o mundo caminha a passos largos. Pena que só gira em torno do sol. Imagine se girássemos universo afora ? Talvez, a contagem de tempo seria outra e eu ainda seria uma criança em desenvolvimento retardado. E o capitalismo, a bolsa de valores, tudo isto não passaria de uma papagaiada inventada pelo homem só para dizer que temos deveres e responsabilidades. Pagamos impostos porque trabalhamos e recebemos nossos salários para uma hora voltar pros caixas dos bancos e, finalmente, pro bolso dos milionários. E os emergentes em cinco anos irão ultrapassar os podres de rico. E a roda gira. Girou. O último gol foi dado pelo jogador que ganha 1 milhão. No entanto, qual a escola que ele estudou ? Não sabemos. Aliás, sabemos sim, dos erros linguísticos. Num país desenvolvido, deveriam exigir curso superior dos atletas. Já num país sub-desenvolvido, para não dizer pobre, pelo menos um curso técnico em nutrição deveria ter. Semi-analfabetismo no mundo atual mata. Enquanto isto, o que são aqueles executivos em Alphaville fumando do lado de fora das empresas ? É a Lei anti-fumo minha gente. Na Avenida Paulista, de fronte praqueles bancos imponentes, instituições milionárias, seus executivos engravatados fazem círculos na calçada para queimar seus cigarros e jogar as cinzas na rua junto com as bitucas. Tudo porque estão proibidos de fumar as suas salas, redomas, fumódromos, e criaram os porcódromos, na rua mesmo, em suas rodas de bate-papo. Gastam mais tempo indo-e-vindo da rua para queimar um cigarro. Lei anti-fumo é deselegante. O fumante joga cigarros na calçada. De frente das empresas, lojas, estabelecimentos públicos ficam as pessoas fumantes, fumando e jogando aqueles cigarros escuros na calçada. E nós pedestres pisamos em tanta sujeira que mais um cigarro grudado na sola do sapato não fará falta. E o mundo evolui. Em Alphaville agora está em obras, pontes suspensas para pedestres. Tudo porque aumentou o número de carros significativamente e de pedestres também. Junto, veio os atropelamentos. Logo, conclui-se : vamos fazer pontes suspensas para pedestres. E os carros fuzilam. É impossível andar na Castelo Branco. Na expressa, diz a placa que a velocidade máxima é 100km/hora e todos ali andam a mais de 140 km/hora. Do lado menos perigoso, corre-se o risco de ser atacado por caminhões que parecem estar andando num parque de dizersão. Parecem que fazem balizas a 80km/hora. Como dirigem mal. O jeito é andar na pista do meio, de algum jeito, pelo menos dá pra escapar de alguma surpresa. Hoje, havia um carro com placa do executivo (aquela de bronze) e o motorista se achando, andando acima da velocidade e "empurrando" os outros pra saírem da frente. De repente, fez manobras radicais e sem dar setas. É isto, o mundo evolui. Mas, acho que somos mesmo terceiro mundo. Não tem jeito. Com ou sem aeronaves de guerra, este país é o retrato do povo mesmo. Se estamos assim, é por culpa da gente mesmo. Que vergonha. E o mundo evolui. Evolui sim, olha a Natureza morrendo. Hoje, as plantas em casa estão sufocadas. Não sei o que foi. Acho que meu vizinho andou usando inseticidas, ou é a tinta nova do prédio. Se a planta sentiu, imagine nossa saúde. Não tem jeito. Olhar por nós está cada vez mais difícil imagine pelos outros. Temo a saúde neste país. Se dependermos da saúde pública, estamos mortos antes mesmo de darmos entrata no hospital. É tanto descaso. Acho que meu destino é virar um budista e bem longe dos grandes centros. Mas, como todo capitalista fajuta e viciado em mercados emergentes, acho que terei um belo de um desafio se desejar mudar de vida. Por enquanto, sigo aqui. O iPhone pirata foi a coisa mais bizarra que vi hoje. E comprou lá no centrão, nas famosas lojas ... Eu hein. Entre um iPhone e um Blackberry, fico com a segunda opção. Storm, please!. Tempestade negra. Fui.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Anticristo, by Lars Von Trier.


Ah, sim. Agora, sim. Claro que agora sim. Depois de ler o que Nazarian escreveu no blog dele, a minha mente abriu um pouco mais. Tem uma semana que eu também assisti a mais nova cria do Lars. Diga-se de passagem, belíssimas fotografias, o filme começa lento, poético, até a metade é tolerável. Depois, tive a impressão de estar sufocando a cada minuto. Quase desistindo da tortura filmica. Mas a história é tão boa, a construção do filme, as soluções, que te prende de uma tal maneira. Saí com a sensação de ter visto um novo conceito. É isto, o diretor comprovadamente (dito pelo próprio) teve as idéias das cenas e do roteiro durante um tratamento barra-pesada de depressão ao qual submeteu-se. E a construção do filme deu forças para continuar sua jornada. E AntiCristo é uma espécie de contra-mão, "a natureza é a igreja de Satã", uma antítese, o homem representando uma entidade e a mulher outra. Uma disputa ? Talvez. Não pensei em Freud ou Jung para chegar a interpretar tais sonhos de Lars e como criou todas aquelas cenas incríveis. Até seria pretenção minha. Imaginem só, não entendo nem a minha mente, que dirá de um gênio! Das cenas, sejam horríveis ou belas, assustadoras ou contemplativas, o fato é que o filme realmente já nasce como clássico deste gênero. E que gênero ? Talvez, eu também concordo que seja um filme de terror, mas muito diferente. Eu ainda arriscaria acreditar que, assim como as telas da série "Carretéis" do pintor Iberê Camargo sejam instrumento de estudo de inúmeros psicanalistas, talvez, este filme do Lars poderá correr o risco de tornar-se um clichê por conta de virar estudo de psicanálise. Tentar entender vários significados ali. Sejam respaudados em teses junguianas ou freudianas. O fato é que o filme choca e convence. Vale a pena ver, mesmo que com medo ou pavor a cenas chocantes. Lars é obrigatório. E os atores mandaram muito bem. Muito bom.

Rasputina - My orphanage :: recebi de um amigo.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

DAVID BOWIE - First TV appearance 1970 - SPACE ODDITY



Sim Major Tom, não há nada que possamos fazer, daí da Lua só se vê a Terra e ela é azul. Cambio. Eu adoro esta música de Bowie. Como eu queria que Caetano gravasse algo de Bowie e vice-versa. Dois ícones que admiro. Esta letra e música fala do distanciamento do homem do seu habitat, desta busca pelo novo, inesperado, as tais aventuranças. Será que realmente fez algum sentido o homem ter pisado na Lua ? Será que faz algum sentido buscar vida em Marte ? Para além da pesquisa científica, as vezes, o homem parece querer brincar de ser Deus. Ou de adivinhações. Enquanto que o rock existe para diversão em massa, ainda assim, as letras nos dizem alguma coisa. Não deixando de ser pensamentos em versos livres, como num tipo de poesia ... Outro dia sonhei que era um extra-terrestre e que Marte era tão sem graça. A terra está virando um reduto igual. Daí uns anos, todo mundo vai conhecer cada pedaço de chão da terra. E viveremos com uma máscara de oxigênio. Estudos europeus comprovaram que morrem milhares de pessoas por ano na Europa prematuramente. Quando não são os vírus gripais, são efeitos nocivos do aquecimento da terra e da má qualidade do ar. Daqui uns anos será realidade, viveremos com máscaras de oxigênio e isto será uma realidade. Da Lua, Major Tom, a terra é uma bola azul, cambio final. E eu te pergunto, para que tanto dinheiro?

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

São Paulo --> onde o irreal acontece.

aqui --> http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u621011.shtml



Os franceses tem uma palavra muito comum, que seria algo como "irreal". Pois é, hoje foi um dia irreal. Pra não dizer surreal. Saí de casa depois do "dilúvio" número 1. Sim, aquela pancada de chuva por volta de 8 da manhã. Por volta de 9:30, ainda na 23 de Maio, resolvi parar num posto de Gasolina próximo da IBM, Tutóia. Voltei pro transito por volta de 10:30. Fui chegar no tùnel JK eram 11:30. Dalí até a Marginal Pinheiros já eram 12:40. Da ponte Cidade Jardim até o cebolão (sentido Castelo Branco) eu levei cerca de 3 horas. Imagina? Pois é, o transito estava interditado pela CET. Olhando pro Rio Pinheiros, além de muito lixo, ratões tentavam não morrer afogados, ficando protegidos em pequenas ilhas. Quando cheguei na ponte da altura do Ceagesp, havia uma pequena favelinha formando embaixo da ponte. A última ponte de acesso ao Cebolão. Alguns dias atrás, só havia um barraco, agora somam-se 9 barracos. De dentro daqueles barracos, saiam filhotes de cães vira-latas, muitos. Como o vidro do carro estava aberto, eu percebi choros de crianças. Fiquei imaginando qual o tipo de água elas bebem, com o que as comidas são cozidas e que tipo de comida. Na beira do rio, algumas roupas estavam separadas, como se estivessem "lavadas". Uma cidade tão rica como São Paulo, é "irreal" acreditar que pessoas vivem desta forma. É uma vida que creio eu ninguém queria ter. Ao mesmo tempo que a sociedade não tem culpa, ela tem. Pois, convivemos e coexistimos com este caus e com todos estes problemas. Pessoas chegam a todo momento em São Paulo, em busca de emprego, melhor qualidade de vida imaginando que ganha-se mais e vive-se melhor. Ledo engano. Por um outro lado, o raciocínio até que faz sentido : quanto mais as pessoas sobem na pirâmide social, alguém tem que vir debaixo fazendo o trabalho sujo que ninguém quer fazer : lavar vasos sanitários, desentupí-los, catar lixos, entulhos, desentupir redes de esgotos, por o asfalto nas pistas, tapar buracos, catar entulhos, limpar ruas, e por aí vai. É o sub-emprego, de vidas que vivem num patamar de sub-nutrição, analfabetismo, de vidas extremamente inferiores aos padrões mínimos. Não tem como imaginar no futuro de crianças que crescem em lares extremamente pobres. Como esta mão-de-obra barata que estava comentando tem uma demanda muito grande nas grandes cidades, elas acabam por gerar uma espécie de especulação. Que cria estes sub-empregos. Por um outro lado, existe o mercado negro, da pirataria, que gera milhares de empregos indiretos. Se é que podemos dizer assim. Creio que tudo isto somado ao fato da pobreza que domina o país, o analfabetismo, a ignorancia, ainda existe o fenômeno do êxodo, das migrações do interior para as grandes cidades. E o aumento das favelas só pode ser por conta destas "falsas demandas", do crescimento exagerado das famílias, sem controles de natalidade, sem planejamentos. O que eu vi debaixo da ponte, por conta do transito congestionado, nada mais é do que o desmazelo das autoridades e desta sociedade de consumo, sociedade do espetáculo. O que o Paulistano viu hoje foi uma cidade caótica. Muito diferente daquela cidade do carnaval, cidade da São Silvestre, das festas na Avenida Paulista. O caos de hoje é um sinal de que a Cidade de São Paulo está muito longe de ser a cidade do espetáculo, da tão enorme busca pela qualidade de vida, aonde o tempo joga à favor das pessoas. A qualidade de vida, donde ver o pôr do sol, a brisa da manhã, aquelas primeiras horas do dia reservadas para pratica do esporte junto a natureza, correr na Praia, sentir o aroma das árvores, este tipo de vida consegue-se quem vive nas cidades litorâneas de São Paulo. Na Capital, o que vimos hoje também é fruto da incompetência, de um Estado onde poucos estão habilitados a administrá-lo com competência. Saí de casa porque a NET estava falhando em meu ponto e não conseguia conectar no escritório pela internet. Frustrado, caí na armadilha de um transito donde fiquei 6 horas parado. Tudo porque queria chegar no escritório para não perder o dia. Uma vez não tinha previsão para que a internet voltasse a funcionar em casa. Na cidade caótica, uma simples falha da NET ou de telefonia, pode ocasionar inúmeros prejuízos aos usuários. E quem é que vai pagar por isto ? Pensem e respondam depois. Ouçam a música do Ultraje que postei acima, porque eu também quando ficar rico só irei andar de Táxi. Ou melhor, Táxi aéreo. Porque tudo isto que vi hoje foi ultrajante. Um abraço.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Nike Lunarglide + Dynamic Support


Este Lunar pareceu-me a evolução do Lunar Trainner. Quero ver os lançamentos da Nike para este ano no mega evento Running Show. Adotei a família Lunar exatamente por ser a tecnologia que mais adaptei. Creio no experimentalismo e por isto encontrei estes modelos, são excelentes.

O Último Poema

Assim eu quereria o meu último poema
Que fosse eterno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais

Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

"O último poema de Libertinagem expressa os desejos do “eu-lírico” para um último poema (função metalingüística). Ele deveria conter ternura, ardor, beleza e pureza simples, além da paixão dos suicidas que não explicam seus motivos."

Estava eu a ler estas passagens da obra "Estrela da Manhã", de Manuel Bandeira. Livro composto de 28 poemas. Do qual, o que mais gosto é Estrela da Manhã. Sempre achei Manuel Bandeira triste, e esta melancolia em muito lembra alguns períodos que passei ao longo de minha vida. Todos nós temos momentos de melancolia, tristeza profunda, por vezes, uma alegria contagiante. Mas sempre voltamos para dentro de nós mesmos. Onde nos fazemos entender, onde buscamos um pouco mais de conhecimento destas reações. O que nos motiva a tal situação e o que nos tira disto. Enfim, a poesia é uma escola. Uma escola que nos ensina a observar coisas que só os poetas podem nos dizer. Exatamente, por eles serem esta lente de aumento que nos trás os sentimentos mais pulsantes, mais vicerais e que mais tocam a alma. Fico feliz porque uma situação me trouxe de volta Manuel Bandeira. Que estava meio empoeirado na estante.

Quanto a frase acima comentada, "além da paixão dos suicidas que não explicam seus motivos", que vem a justificar a maneira como Manuel Bandeira conclui o poema. Não explicar seus motivos é a ação sem dar razão. É o ato, do desespero, e que muitas vezes cometido por conta de uma enorme dor. Muitas vezes, podendo ser entendidas como dores do amor. Neste caso, o amor de Bandeira seria o livro, teus poemas, e o suicídio seria a conclusão da obra. O ato estanque de concluir algo que muito lhe custou : o livro acabado. A frase eu achei impactante e ao mesmo tempo muito nos remete ao estilo de vida conturbado e moderno de hoje. Cada vez mais as pessoas se tornam suicidas de suas próprias vontades, matando seus desejos e sem explicar seus motivos. Compram mais do que podem, suicidam seus salários nos balcões das lojas, e sem explicação entram num loop vicioso. Assim como, comem, bebem, dorme, acordam, trabalham ... são os suicidas a longo prazo e sem explicar seus motivos tomam seus remédios e cultivam seus problemas e cultivam problemas alheios e tomam remédios alheios ... É o mal da sociedade moderna e que um dia chegará algum fim. Vivemos uma eterna transição. Nunca acaba. Não me perguntem porque. Talvez, a resposta esteja neste processo natural de evolução. Talvez, esteja na forma competitiva que chegamos. No cume deste capitalismo selvagem. E não tem muita lógica. Alguns conseguem amadurecer e romper barreiras, criando novas formas de viver de uma forma menos compectitiva, mais conectados com a natureza. No entanto, a maioria dos indivíduos que vivem nas grandes cidades, vivem esta grande ordem/desordem, o caos e que virou um meio de sobrevivência. Então, voltemos à poesia. O lado lúdico que tanto precisamos nos momentos de sossego. A arte que veio do homem e lhe dá aos seus semelhantes o senso criativo de viver. Humberto.

Pearl Jam - I Believe in Miracles

Garbage - "I Just Wanna Have Something To Do"

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Amargo Café.

Lançamento do curta AMARGO CAFÉ dia 09 de setembro de 2009 às 20h30 na CINEMATECA de São Paulo. www.cinemateca.com.br

endereço: Largo Senador Raul Cardoso, 207 - Vila Clementino (metro VILA MARIANA) direção: RALPH FRIEDERICKS direção de fotografia: FERNANDA RISCALI montagem: SÍLVIA HAYASHI trilha sonora original: XAVIER BARTABURU produção: MARTA RUSSO designer: MARIANA BELÉM fotos still: JEAN-CHARLES MANDOU elenco: DOUGLAS SIMON, LIANA POIANI, MANUELA FREUA

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Challenge 3 --> melhor 21km.

1- O Victory sujo de coco de cachorro (Ibirapuera)

2- Muita roupa pra lavar

3- Bolhas nos pés.

4- Ferimentos no joelho e mãos nos 21km
Em Suma

Quase 1 semana depois da queda na USP, donde tive joelho e mãos raladas, agora os ferimentos já cicatrizam bem. Eu tinha tropeçado num monte de fios no chão. Talvez, esquecidos por conta de obras que estavam por toda área onde corri. Contudo, após o acidente, restava tentar recuperar para completar o Challenge 4 : a maior kilometragem percorrida em 168 horas. Infelizmente, quando abriu este challenge 4, não dava ainda para participar. Exatamente, porque meu joelho estava inflamado, eu estava tomando 2 comprimidos de Celebra 200mg por dia e 3 comprimidos de Cefalexina 500mg por dia. Tudo para desinflamar o joelho, tirar a dor dos ferimentos. Sem falar que a cada 4 horas trocava os curativos e usava um produto para tratá-los. Ainda fiz sessões de RPG para melhorar a flexibilidade da região dos joelhos. Somente à partir de 4a.feira passada eu comecei a treinar neste Challenge 4. Não queria desistir de nehum e participei dos 4 challenges propostos para equipe Nike+. Enfim, não sei se terei os tempos e kilometragens válidos para a prova dos 600k. Tudo indica que tudo pode acontecer. No meu caso, ganhei experiência pessoal para este tipo de prova. Não treino com professor ou assessoria esportiva nenhuma. Resolvi entrar para a seletiva, exatamente, porque sou usuário do Nike+ tem mais de 1 ano e acho o produto sensacional. Além de todo serviço prestados pelo site nikeplus. Pois, tenho controle e consigo estudar os treinos. Esta prova dos 600k é o tipo de competição em equipe e sendo ao ar livre que muito me estimula e que trás um insentivo enorme. Sempre fui admirador do Triathlon. Que acho o esporte mais bonito e desafiador já criado. No entanto, esta prova dos 600k, da maneira como foi criada, tem sido um sonho para muitos corredores e equipes. Eu não comentei, mas sujei muita roupa, muito tênis gasto e sujo, muita proteína e carboidrato consumido e muito Cebion. Praticamente, 2 comprimidos por dia. Ainda tinham os band aid usados para aliviar e proteger as bolhas. No final de 1 mês inteiro de competição "virtual" através dos challenges criados no site do nikeplus, muita coisa mudou. Corri muito mais do que havia corrido no último ano. E muita coisa aprendi. Valeu cada minuto gasto nos estudos, nas provas, nas mensagens virtuais trocadas pelos mais de 40 competidores. Agora, tem a repescagem para os remanescentes e, semana próxima, a lista dos 20 que irão fazer a prova final onde irão selecionar os 12 atletas. Ufa. Para muitos, a reta final está chegando. Para mim, uma nova era começou. Isto é, encontrei uma forma diferente de continuar praticando as corridas, com aumento de volume dos treinos e com muito mais opções. Conheci pessoas, lugares, informações e conhecimento para iniciar uma nova jornada. Valeu.